RIO - Com as negociações de reajuste salarial emperradas, aeronautas e aeroviários ameaçam cruzar os braços no dia 22 de dezembro. Os sindicatos que representam pilotos, comissários e equipes de solo defendem 10% de aumento salarial e 14% sobre os pisos, porém as companhias aéreas oferecem 3% de reajuste sobre os salários e aumento igual ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) sobre os pisos (cerca de 6%).
Em nota, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT) diz que a pauta de reivindicações foi entregue antes do prazo estabelecido para antecipar as negociações e acusa as empresas aéreas de intransigentes.
"É essa intransigência que está levando à greve. Não é o que nós queríamos, mas precisamos renovar a convenção e não podemos aceitar esse índice, que prejudica demais os aeronautas e aeroviários", diz, em nota, o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Gelson Fochesato.
De acordo com a Fentac, apesar de aprovado o indicativo de greve, caso as negociações avancem antes do dia 22, as categorias realizarão novas assembleias para avaliar a proposta. Uma nova reunião entre negociadores das companhias aéreas e dos trabalhadores deve acontecer ainda esta semana, informou o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea).
OBS: VISÃO DA NOTÍCIA (PROFESSOR QUIRINO)
ESSA SUPOSTA GREVE VEM AO ENCONTRO DA CRISE DO SETOR AÉREO BRASILEIRO. PARALISAR AS OPERAÇÕES EM MOMENTOS EM QUE MAIS PESSOAS UTILIZAM ESSE SETOR PARECER SER A ÚNICA FORMA DOS AERONAUTAS E AEROVIÁRIOS SEREM OUVIDOS. NO BRASIL MUITAS VEZES AS MUDANÇAS SÓ OCORREM QUANDO PREJUDICA UMA DAS PARTES ENVOLVIDAS. SE DISCUTE TANTO AS CONDIÇÕES DOS AEROPORTOS, DAS AERONAVES, DO NÚMERO DE PASSAGENS VENDIDAS E ESQUECEM DE OLHAR AS CONDIÇÕES DOS COLABORADORES DESSE SISTEMA QUE SÃO OS QUE TRABALHAM NELE. O PROBLEMA DE GARGALO DE INFRA ESTRUTURA EXISTE E ESTÁ LONGE DE SER RESOLVIDO.
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