quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Grécia vota novos ajustes em meio a crescente oposição

O Parlamento da Grécia votará nesta quarta-feira (22) uma nova série de ajustes exigidos pela União Europeia e pelo FMI como condição para ter acesso ao segundo resgate, de 130 bilhões de euros, que permitirá ao país evitar a inadimplência.
A votação acontece em meio à crescente oposição dos partidos de extrema esquerda à ingerência da UE no país e a uma queda sem precedentes na popularidade dos dois principais partidos, o conservador Nova Democracia e o socialista Pasok, que se comprometeram a atender as exigências dos credores internacionais.
ExigênciasOs sócios europeus temem que uma nova onda de greves e protestos a pouco mais de um mês das eleições, convocadas para abril, prejudique a aprovação das impopulares reformas.
Os deputados gregos têm até o final de fevereiro para aprovar cerca de 80 medidas impostas pela 'troika' - o grupo de negociadores internacionais formados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e União Europeia - como condição para liberar a primeira parcela do novo resgate.
Entre elas, estão incluídos cortes de mais de 3,3 bilhões de euros nos gastos públicos, a liberalização dos mercados de serviços e de produtos e a flexibilização das leis trabalhistas.
O governo grego também terá de incluir em sua Constituição uma cláusula dando prioridade ao pagamento das dívidas antes de qualquer investimento em serviços públicos e estabelecer uma conta especial, separada de seu orçamento, destinada a esses pagamentos.
Além disso, a economia grega será permanentemente monitorada por uma missão conjunta da 'troika'.
Apesar de todos esses esforços, altos funcionários da UE admitem que Atenas ainda terá de diminuir os salários em outros 15% nos próximos três anos, além dos 30% já reduzidos desde 2009.
Segundo esses funcionários, o desemprego, atualmente em cerca de 20%, só começará a cair em 2014, quando deve chegar a 17%, antes de passar a 15% no ano seguinte.
Isso coincidiria como o fim da recessão na Grécia, depois de quatro anos em que o país acumulará uma contração de mais de 17% no PIB.

OBS: VISÃO DA NOTÍCIA (PROFESSOR QUIRINO)
TUDO INDICA QUE ESSAS EXIGÊNCIAS SERÃO ACEITAS, UMA VEZ QUE, A GRÉCIA NÃO TEM OUTRA SAÍDA. O MEDO DE NOVOS PROTESTOS TAMBÉM FAZ SENTIDO,  POIS CORTES DESSA PROPORÇÃO DIFICILMENTE SERÃO ENTENDIDAS PELA POPULAÇÃO COMO UM "MAL NECESSÁRIO", 
O QUE MAIS CHAMA ATENÇÃO É A QUANTIDADE DE EUROS APROVADOS, 130 BILHÕES . NO ENTANTO, DEVE SE LEMBRAR QUE ALEM DESSE MONTANTE AINDA FORAM PERDOADAS CERCA DE 100 BILHÕES EM DÍVIDAS, SOMADO MAIS ALGUMAS MIGALHAS INVESTIDAS PELA UNIÃO EUROPEIA, TUDO ISSO PASSA DA CASA DOS 25O BILHÕES DE EUROS. ISSO NÃO GARANTE A SOLUÇÃO DO PROBLEMA GREGO E SIM NOS ALERTA PARA UM POSSÍVEL HISTÓRICO CALOTE CASO ISSO NÃO SEJA PAGO COMO SE ESPERA, E SEGUE A CRISE MUNDIAL.....

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