segunda-feira, 5 de setembro de 2016

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Ataque em boate gay deixa 50 mortos em Orlando, nos EUA



O atirador morreu durante a troca de tiros com a polícia. O FBI confirmou no início da tarde aidentidade do suspeito: Omar Saddiqui Mateen. Ele tinha 29 anos e era um cidadão norte-americano, filho de pais afegãos.
De acordo com as autoridades, na última semana, o suspeito comprou legalmente duas armas de fogo – uma pistola e uma arma de cano longo.
O agente do FBI Ronald Hopper disse em coletiva de imprensa ter recebido informações de que, antes do ataque, Mateen ligou para o número de emergência 911 e disse ser leal aoEstado Islâmico.
O suspeito já havia sido investigado porque havia citado possíveis ligações com terroristas a colegas de trabalho. Ele foi interrogado pelo FBI em duas ocasiões.
Apesar das investigações passadas, Omar Saddiqui Mateen não estava sendo investigado atualmente e não estava sob observação do FBI. Não há, por enquanto, evidências de que ele tenha sido treinado ou orientado pelo Estado Islâmico, segundo a rede "CNN".
Mais cedo, uma agência de notícias ligada ao Estado Islâmico afirmou que o ataque foi realizado por um "combatente" do grupo, sem fazer referência à identidade de Mateen. O senador da Flórida Bill Nelson disse que não está confirmado que o grupo tenha assumido a responsabilidade pelo ataque.
Em entrevista ao canal de TV "NBC", o pai do suspeito descartou motivações religiosas para o ataque e citou comportamentos homofóbicos. "Isto não tem nada a ver com a religião", disse Seddique Mateen, acrescentando que seu filho ficou transtornado, há mais ou menos dois meses, quando viu dois homens se beijando durante uma viagem a Miami.
A ex-mulher de Mateen disse ao "Washington Post" que ele era violento, mentalmente instável e batia nela constantemente enquanto eles eram casados. Os dois ficaram juntos por 4 meses e não se falavam há mais de 7 anos.

Por que o acordo de paz entre Colômbia e Farc é histórico

Os números do conflito na Colômbia são avassaladores: em seus 50 anos de duração, já resultou em 200 mil mortos, e 6,9 milhões de pessoas foram obrigadas a deixarem os locais onde vivem.
Mas finalmente a paz parece estar próxima: nesta quinta-feira, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo do país referendaram um acordo de cessar-fogo bilateral e definitivo.
O acordo foi oficializado em Havana, que sedia as negociações, em uma cerimônia com a presença do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o chefe das Farc, Timoleón Jiménez, conhecido como "Timochenko".
Outras autoridades também participaram do ato na capital cubana, entre elas o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e os presidentes de Cuba, Raúl Castro, do Chile, Michelle Bachelet, e da Venezuela, Nicolás Maduro.
O acordo é formado por quatro pontos principais:
  1. Cessar-fogo (e das hostilidades) bilateral e definitivo;
  2. Desarmamento das Farc;
  3. Garantias de segurança e luta contra organizações criminosas responsáveis por homicídios e massacres ou que ameaçam defensores dos direitos humanos e movimentos sociais e políticos;
  4. Combate a condutas criminais que ameacem a construção da paz.



Trata-se de um fato histórico: um compromisso assumido entre ambas as partes, estabelecendo como será feito o desarmamento das Farc para que ela se constitua como uma força política.
"As Farc deram uma demonstração contundente de que é possível controlar essa máquina de guerra e violência que é a organização", diz Restrepo, em referência ao cessar-fogo unilateral que a guerrilha mantém desde julho de 2015 e que tem sido correspondido pelas forças do Estado com uma redução das ofensivas contra o grupo.
Além disso, diz Suárez, o acordo detalhado nesta quinta-feira também é um avanço em relação ao crédito dado pelas Farc ao governo colombiano.
"Eles confiam que o Estado pode oferecer garantias de segurança suficientes para renunciarem ao uso da violência."
Outro fator importante é o grande respaldo dado ao acordo, como é possível constatar pela presença de diversas autoridades internacionais na cerimônia.

Juan Manuel Santos e TimochenkoImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionEm dezembro, o governo e as Farc firmaram acordo de reparação à vítimas do conflito

Faltam alguns passos para selar definitivamente o acordo com as Farc, e ainda não começaram as negociações formais com o Exército de Liberação Nacional (ELN), a segunda maior guerrilha do país.
Também persiste na Colômbia o problema gerado por grandes grupos criminosos armados.
Mesmo assim, o que aconteceu nesta quinta-feira no país o deixará mais do que nunca perto da paz.

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