sábado, 14 de abril de 2012

Dilma critica protecionismo em conversa com Obama na Colômbia

A presidente Dilma Rousseff afirmou neste sábado (14), ao lado dos presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e dos Estados Unidos, Barack Obama, que a expansão monetária dos países desenvolvidos, em especialmente os da zona do euro, é uma forma de protecionismoe um obstáculo ao comércio de bens e serviços dos países emergentes.
Ela participou de uma conversa pública com os dois presidentes no encerramento do fórum empresarial prévio à abertura da 6ª Cúpula das Américas, em Cartagena das Índias, naColômbia.
Segundo a presidente, a expansão monetária dos países mais desenvolvidos torna as economias dos países emergentes uma "presa fácil de processos de desindustrialização".
"A política monetária expansionista, sozinha, ela contém um fator de protecionismo que se caracateriza pelo fato de que essas moedas, quando elas não têm para onde ir, elas vão para aqueles mercados que são vistos como mais estáveis", disse a presidente.
Ela afirmou que, diante desse cenário, os países emergentes precisam se defender. "É claro que nós temos de tomar medidas para nos defender - veja bem, eu usei a palavra defender e não proteger. Defender é diferente de proteger. A defesa significa que nós vamos ter de perceber que nós não podemos deixar que nossos setores manufatureiros sejam canibalizados", declarou.
Ela já havia manifestado a preocupação semelhante ao próprio Obama durante visita aos Estados Unidos no último dia 9. Antes, no dia 1º, havia afirmado que os países em desenvolvimento eram alvos de um "tsunami monetário".
Na visita aos EUA, a presidente afirmou que as políticas expansionistas de países ricos levam à desvalorização das moedas nesses países, comprometendo o desenvolvimento dos países emergentes. Depois, repudiou o protecionismo em conversa com empresários norte-americanos.
Visão da noticia (professor Quirino)
O que chamou a atenção nessa cúpula foi mais uma vez a ausência cubana devido ao fato dos norte americanos alegarem que o país caribenho não é  democrático. a velha ideia de pressão usando a economia. mesmo com o recente pacote econômico de incentivo a compra de carros e casas,  que simboliza para alguns uma certa abertura, não foi suficiente para que cubanos também sejam vistos como povo da America.

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