segunda-feira, 7 de maio de 2012

Alemanha rejeita medidas de crescimento que aumentem dívida

A Alemanha não irá renegociar o pacto fiscal da Europa sobre disciplina orçamentária, de acordo com a chanceler alemã, Angela Merkel. Diante disso, o governo rejeita medidas para ampliar o crescimento que elevem os níveis de dívida, segundo afirmou o porta-voz do governo Steffen Seibert nesta segunda-feira (7), um dia após o socialista François Hollande ter vencido a eleição presidencial francesa.
Hollande afirmou que quer uma renegociação do chamado pacto fiscal acordado por líderes europeus em março, em uma tentativa de encerrar mais de dois anos de crise. Ele tem sinalizado que um novo pacto de crescimento para complementar as severas regras orçamentárias pode também ser aceitável.
"Não é possível renegociar o pacto fiscal", assinado por 25 dos 27 Estados membros da União Europeia" e que tem por objetivo reforçar a disciplina na gestão das finanças públicas, disse Seibert à imprensa, em uma mensagem ao presidente eleito francês, François Hollande, que quer que o objetivo seja o crescimento, e não a austeridade.
"Do nosso ponto de vista, uma nova negociação do compacto fiscal não é possível", disse o porta-voz da chanceler Angela Merkel, Steffen Seibert, durante uma coletiva de imprensa. Ele completou: "Não queremos crescimento através de novas dívidas. Em vez disso, queremos crescimento através de reformas estruturais."
visão da noticia (professor Quirino)

Parece que a questão política irá falar mais alto que a economia na Europa. O fato de um socialista  ter sido vitorioso nas eleições do ultmo domingo não agradou alguns setores europeus. Se a decisão de não renegociar o pacto fiscal é uma resposta aos resultados das urnas de domingo a Europa irá pagar o preço de ter sua economia cada vez mais em crise e a culpa cairá sobre hollande, é o que tudo indica.

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