quinta-feira, 29 de setembro de 2016

PREFEITURA DE CARIACICA- PROFESSOR

Em média 2,6 cidadãos venezianos abandonam a cidade por dia


(ANSA) - A cidade de Veneza, considerada uma das mais belas do mundo, está enfrentando um êxodo de moradores nunca antes visto. Hoje, os residentes da cidade dos canais somam 55 mil, mas, espera-se que até setembro esse número caia para 54 mil, segundo dados oficiais da Itália. Em média 2,6 cidadãos venezianos abandonam o município por dia, número recorde na história veneziana.
    Um dos fatores que levam ao problema é um velho conhecido das regiões italianas: nascem menos pessoas do que morrem. Para se ter ideia, em 2015, foi registrado o menor número de nascimentos na Itália desde a sua unificação, em 1861. Segundo dados do Instituto Italiano de Estatísticas (Istat), divulgados em fevereiro, foram 488 mil bebês que nasceram no ano passado, ou seja, oito em cada mil habitantes.
    Além disso, muitos moradores estão optando por morar em bairros mais periféricos ou se mudam para outras cidades próximas para alugar suas residências na famosa cidade italiana. Com isso, dezenas de imóveis ficam vagos no centro de Veneza.
    O despovoamento, que vêm ocorrendo há anos, prejudica não só o legado cultural e histórico, mas afeta diretamente os serviços públicos e privados, como comércio, transporte e escolas. Além disso, a cidade mágica é prato cheio para o turismo - esse sim, que não para de aumentar - e conta com a famosa Piazza San Marco, as gôndolas, igrejas, museus e outros locais históricos. Por isso, temendo que a região se torne uma espécie de cenário feito para turistas e celebridades, o jornal local "La voce di Venezia" escreveu: "Veneza tem que se manter viva, com pessoas que vivam aqui, trabalhem e deem um futuro para seus filhos".


REVITALIZAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO
O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, disse hoje (15) que o programa de revitalização do Rio São Francisco, também chamado de Plano Novo Chico, lançado na semana passada, poderá ter investimentos de R$ 7 bilhões entre 2017 e 2026, quando serão realizadas ações da segunda fase do projeto, como a proteção e recuperação de nascentes, a contenção de erosões e o replantio de encostas.
As ações de médio prazo serão elaboradas pela Câmara Técnica do programa, que se reuniu hoje pela primeira vez, em Brasília. O grupo, formado por representantes de seis ministérios, terá 90 dias para elaborar as ações prioritárias para a revitalização do São Francisco.
“Com isto, estamos subsidiando o Comitê Gestor para que as deliberações que ocorrerão no prazo de 90 dias possam acontecer da maneira mais correta, subsidiada e consistente, de maneira que o conteúdo do plano Novo Chico possa representar efetivamente políticas e ações que permitam que o Rio São Francisco possa viver um novo tempo”, disse o ministro.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, coordena a primeira reunião da Câmara Técnica do Plano Novo Chico, programa de revitalização da bacia hidrográfica do Rio São Francisco Wilson Dias/Agência Brasil
Para a primeira etapa do programa, que prevê a conclusão de obras de esgotamento sanitário e abastecimento de água para 217 municípios até 2019, será aplicado um total de R$ 1,16 bilhão. A meta é atender às 505 cidades da bacia, onde vivem 16,5 milhões de pessoas.
Transposição
Barbalho disse que a revitalização do São Francisco é fundamental porque o rio precisa estar em plenas condições de volume e de qualidade de água até a conclusão de sua transposição, prevista para dezembro.
“O rio será o doador da água para a transposição e pressupõe-se que ele esteja plenamente em condições de volume e de qualidade de água para que haja a efetividade das obras da transposição. É necessário trabalhar em paralelo com a revitalização do São Francisco para garantir a qualidade e quantidade de água para os brasileiros da região, como também a funcionalidade subsequente com a transposição e a integração do rio.”
Outra frente do Plano de Revitalização será a modernização do processo de irrigação na região do São Francisco. Segundo o ministro, a atividade representa hoje o maior percentual de utilização de água do rio.




Acordo de Paris sobre mudanças climáticas é aprovado no Senado e vai virar lei



O plenário do Senado aprovou hoje (11) o projeto de decreto legislativo transformando em lei as regras estabelecidas no Acordo de Paris, assinado pelo Brasil e mais 194 países na capital francesa, no fim do ano passado. O acordo trata de medidas para reduzir as mudanças climáticas, tendo sido aprovado inicialmente, nesta manhã, na Comissão de Relações Exteriores da Casa. O projeto segue agora para promulgação, pelo presidente do Congresso Nacional, quando finalmente as regras terão força de lei em território brasileiro.
O pacto firmado pelas nações quer limitar as mudanças climáticas ao estabelecer metas para frear o aumento da temperatura no mundo. O tratado tem força de lei internacional, com obrigações e recomendações aos países signatários. Cada país deve ter sua própria meta para reduzir emissões poluentes. Para entrar em vigor, é necessário que ao menos 55 países, responsáveis por, no mínimo, 55% das emissões globais, ratifiquem o texto.
O acordo estabelece que um valor mínimo de US$ 100 bilhões anuais deverão ser transferidos de países chamados “desenvolvidos” aos mais pobres, até 2025, para custear ações de combate à poluição. Concluído em dezembro de 2015, o Acordo de Paris limita o aumento da temperatura média global abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, além de limitar o aumento da temperatura a 1,5°C.
Para atingir o objetivo, o tratado estabelece metas individuais de cada país para a redução de emissões de gases de efeito estufa. No caso do Brasil, o objetivo é reduzir 37% até 2025 e 43% até 2030 as emissões. Segundo a ONU, o acordo substitui outras metas referentes à diminuição da emissão de gases do efeito estufa estipulada no Protocolo de Kyoto e deve ser revisto a cada cinco anos. Não há, no texto, previsão de quando as emissões precisam parar de subir, para que seja garantida a manutenção do aumento da temperatura entre 1,5ºC e 2ºC.
Reunião da ONU
O projeto foi aprovado a tempo de o Brasil se reunir com líderes mundiais em Nova York, no dia 21 de setembro, para tratar do tema. O encontro, convocado pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, visa a acelerar o processo para restringir as emissões de gases do efeito estufa.
Na reunião, as autoridades brasileiras deverão apresentar um detalhamento das metas do país para reduzir emissões de gases do efeito estufa a partir de 2020, quando começam a vigorar as normas do Acordo de Paris, em substituição às regras do Acordo de Quioto.
Na agricultura, a meta brasileira é restaurar e reflorestar uma área de 12 milhões de hectares. Além disso, restaurar mais 15 milhões de áreas degradadas e aumentar em 5 milhões de hectares o sistema de integração lavoura pecuária e floresta.
Já no setor energético, o objetivo é aumentar a 18% o uso de biocombustíveis sustentáveis. O Brasil pretende atingir 45% de energias renováveis na matriz energética, sendo que desses 28% a 33% são de fonte não hídrica, incluída a energia eólica e a solar. O país ainda pretende ter ganhos de eficiência energética no setor em torno de 10%.

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